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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O rei parte para o exílio
Posted by Marcos Antonio on 17:43
Ericeira, 5 de Outubro de 1910
A família real embarcou hoje no iate Amélia com destino a Gibraltal. Houve primeiro o projecto de se dirigir ao Porto, mas o rumo dos acontecimentos, com a revolução plenamente triunfante, alterou esse propósito.
O Governo Britânico disponobilizou o iate real Victoria and Albert para conduzir o rei, a rainha D. Amélia e o infante D. Afonso para Inglaterra.
A rainha D. Maria Pia será conduzida, de Gibraltar para Itália, a bordo de um navio italiano.
In Diário da História de Portugal, José Hermano Sariva e Maria Luisa Guerra
A República por telégrafo
Posted by Marcos Antonio on 17:20
Lisboa, 5 de Outubro de 1910
A notícia da proclamação da República foi rápidamente transmitida a todo o País. Não houve resistência. As populações aderiram entusiásticamente ao movimento de Lisboa, com toda a normalidade. Constituíram-se comissões municipais electivas republicanas locais e iniciou-se a substituição de símbolos do anterior regime. No Barreiro, a Avenida D. Luís Filipe passa a denominar-se Avenida da República e a Rua Conselheiro Serra e Moura passa a ser Rua Almirante Cândido dos Reis.
No Porto, a aclamação foi triunfal. O vereador mais antigo, Dr. Nunes da Ponte, leu na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declarou «perpetuamente abolida a dinastia de Bragança».
Segundo noticia o Primeiro de Janeiro, «milhares e milhares de pessoas de todas as classes invadiram as salas da Câmara e foram cumprimentar os vereadores, levando em triunfo alguns sargentos e soldados que se encontravam no meio da multidão.
Foi uma manifestação grandiosa, imponentíssima».
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A notícia da proclamação da República foi rápidamente transmitida a todo o País. Não houve resistência. As populações aderiram entusiásticamente ao movimento de Lisboa, com toda a normalidade. Constituíram-se comissões municipais electivas republicanas locais e iniciou-se a substituição de símbolos do anterior regime. No Barreiro, a Avenida D. Luís Filipe passa a denominar-se Avenida da República e a Rua Conselheiro Serra e Moura passa a ser Rua Almirante Cândido dos Reis.
No Porto, a aclamação foi triunfal. O vereador mais antigo, Dr. Nunes da Ponte, leu na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declarou «perpetuamente abolida a dinastia de Bragança».
Segundo noticia o Primeiro de Janeiro, «milhares e milhares de pessoas de todas as classes invadiram as salas da Câmara e foram cumprimentar os vereadores, levando em triunfo alguns sargentos e soldados que se encontravam no meio da multidão.
Foi uma manifestação grandiosa, imponentíssima».
In Diário da História de Portugal, José Hermano Saraiva e Maria Luisa Guerra
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