sexta-feira, 12 de março de 2010

1NI - Vulcão dos Capelinhos

1. Leia o texto com atenção.
Na madrugada do dia 27 de Setembro de 1957, com a terra balançando continuadamente, os "vigias da baleia" do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol dos Capelinhos, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Assustados, desceram ao farol, alertaram os faroleiros e os seus companheiros de baleação, no porto do Comprido. Não era baleia, nem cachalote nem outro bicho qualquer – o mar entrava em ebulição e havia cheiros fétidos! Alertaram-se as autoridades e lanchas e botes baleeiros zarparam para o porto do Castelo Branco. As famílias fizeram trouxas e foram juntar-se aos baleeiros.
Às 7 horas o oceano já fumegava abundantemente e às 8 horas surgiram as primeiras cinzas, como jactos de criptoméria. Assim começou a fase submarina do Vulcão dos Capelinhos. Horas mais tarde apareceram outras 3 chaminés, num total de 4. Ao fim do dia havia uma coluna de vapor com mais de 4 Km de altura, visível de todas as ilhas centrais.
No início de Outubro as cinzas eram tão volumosas que se gerou uma ilhota, em feitio de ferradura, com entrada do mar virada a sudoeste – passou a chamar-se a Ilha Nova. Quando o vento rodava para oeste as cinzas caíram no Faial e destruíram tudo o que era vegetação. E com o tempo começaram a cobrir casas, quintais, pastos e caminhos.
Entre 29 e 30 de Outubro a primeira Ilha Nova desapareceu mas a actividade reactivou-se em inícios de Novembro repetindo-se o fenómeno anterior dando assim lugar à 2.ª Ilha Nova. Até então os cientistas ignoravam que, em tal tipo eruptivo, existiam amplos deslocamentos do fundo do mar. Foi a primeira lição dos Capelinhos…
Em Novembro a ilhota ligou-se aos antigos ilhéus dos Capelinhos e daí surgiu um istmo até à ilha do Faial, prolongando-a. Logo no dia 16 de Dezembro, perante o espanto de muitos curiosos, em vez de cinzas o Vulcão dos Capelinhos passou a lançar exuberantes repuxos de basalto fundido.
Nos fins de Dezembro regressou a fase de cinzas e uma vez ou outra observaram-se sinais de lava, especialmente ao longo de crateras alinhadas. A terra tremia continuadamente – era o tremor vulcânico, fenómenos explicado pelos cientistas que, entretanto, foram chegando dos quatro cantos do mundo.
Durante o primeiro trimestre de 1958 predominaram os episódios de actividade submarina com emissão de jactos de cinzas cipressóides, pontiagudos, alguns impressionantemente altos e volumosos. Quando o vento rondava a oeste, na ilha do Faial era uma desgraça. As cinzas chegaram à cidade da Horta e o cheiro a enxofre invadia todo e qualquer lugar.
No dia 24 de Outubro de 1958, sem aviso prévio, ocorreram as derradeiras explosões strombolianas de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo de desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais.
Após quase 50 anos a "terra-nova" dos Capelinhos, atacada por invernias de diversas intensidades e cadências, encontra-se substancialmente reduzida mas ainda será por alguns anos um ex-libris faialense para visitantes e para cientistas que observam no interior dos vulcões em destruição erosiva explicações de fenomenologias das fases activas.
Fonte: http://www.meteopt.com (adaptado)
2. Defina os seguintes termos.
- Baleação.
- Trouxa.
- Fumegar.
- Jacto.
- Feitio.
- Volumoso.
- Repuxo.
- Enxofre.
- Bagacina.
- Invernia.

3. Responda com verdadeiro ou falso e justifique as respostas falsas.
- Antes da erupção advertiram-se já anomalias nas águas oceânicas.
- Na madrugada de dia avistaram-se muitas baleias.
- Este vulcão foi inicialmente submarino.
- As cinzas expelidas pelo vulcão serviram para adubar as terras.
- Os cientistas não encontraram neste vulcão nenhum traço particularizante.
- Os cientistas chegados ao local apresentavam variadíssimas nacionalidades.
- Um dos grandes problemas adicionais era o mau cheiro.
- Poucos anos depois cessou a actividade vulcânica nos Capelinhos.

4. O adejctivo Avermelhado significa "um tanto vermelho". Pense agora noutras cores e refira os correspondentes adjectivos que significam a tendencialidade da cor em questão numa dada superfície. Reconheça, também, qual a regra comum para a formação do dito adjectivo.

5. Redija brevemente um texto contando o que teria feito no caso de ter vivido na zona afectada aquando da erupção do vulcão.
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quarta-feira, 10 de março de 2010

O PREÇO CERTO em Elvas

O concurso da RTP “O Preço Certo”, apresentado por Fernando Mendes, vai realizar um grande espectáculo comemorativo do programa número 1500, no Coliseu José Rondão Almeida, no próximo dia 20, sábado, às 21.30 horas (nove e meia da noite). A entrada do público é gratuita, mas cada espectador tem de levar um bilhete, para controlo da lotação da sala e localização do público.
Os moradores em Elvas devem levantar os bilhetes no Posto de Turismo, na Praça da República, em distribuição a partir de 10 de Março. Para os moradores das Freguesias rurais do Concelho pede-se que:
- se inscrevam na Junta de Freguesia da sua residência até dia 16, terça-feira; - no momento da inscrição, indiquem se necessitam de transporte gratuito para o coliseu, em autocarro da Câmara Municipal na noite de dia 20.
- levantem o bilhete de entrada nos dias 18 e 19, quinta e sexta-feira, na Junta de Freguesia.
A Câmara Municipal de Elvas confia numa forte presença da população do Concelho para criar um grande ambiente, no coliseu, na noite deste espectáculo, para comemorar oito anos de vida de um programa líder de audiência, no seu horário de emissão.
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Exposição SUROESTE

Na próxima quinta-feira, dia 11 de Março, pelas 20h00, o Presidente da Junta de Extramadura inaugurará no Museu Extremenho e Ibero-americano de Arte Contemporânea MEIAC a exposição SUROESTE: relações literárias e artísticas entre Espanha e Portugal.
Organizada pelo próprio MEIAC e pela Sociedade Estatal de Comemorações Culturais (SECC) reúne quase 400 peças, e pretende oferecer um panorama geral multidisciplinar do curso da modernidade em Portugal e Espanha, privilegiando especialmente os elementos de contacto directo entre autores dos dois países e mostrando numeroso material inédito. Trás o seu passo pelo MEIAC, a mostra poderá ver-se em Lisboa e outras cidades da Península.Entre 1890 (data que marca a chegada a Portugal do Simbolismo literário) e 1936 (ano do início da Guerra Civil espanhola), a vida cultural da Península Ibérica vive um período de uma intensa relação entre escritores e artistas plásticos de ambos países. Falamos do tempo da modernidade literária, no que os criadores buscavam afanosamente perseguir o fantasma de “o novo” em todas as suas criações, semeando as bases da arte de vanguarda que se estenderá por todo o século XX. Simbolistas, modernistas e vanguardistas criam uma rede de relações praticamente desconhecida ainda hoje em muitos dos seus aspectos, e que converte a Península Ibérica num tabuleiro de jogo cosmopolita e plenamente moderno.
A exposição SUROESTE articula-se en três secções fundamentais (Simbolismo⁄Modernismo; Vanguarda Histórica e Geração do 27⁄Segunda vanguarda), tomando as referências de seis escritores (Eugénio de Castro, Miguel de Unamuno, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Ramón Gómez de la Serna e José de Almada Negreiros) como centro de um universo artístico sobre o que gravitam pintores, ilustradores, fotógrafos, traductores, editores e jornalistas da época.
SUROESTE é um retrato inédito dos contactos estabelecidos entre muitas das personagens fundamentais da cultura do momento em Espanha e Portugal, sem perder de vista a actividade de um numeroso grupo de escritores esquecidos pelos cânones literários.
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